Dados oficiais do Banco Central do Brasil — atualizados mensalmente.
Última atualização: 28/07/2026, 19:26:36
SELIC Meta, SELIC Over e CDI formam o núcleo da política de juros do Brasil. A SELIC Meta é decidida pelo COPOM a cada reunião e serve como sinalização para toda a economia; a SELIC Over é a taxa realmente praticada dia a dia entre bancos nas operações com títulos públicos; e o CDI, calculado sobre empréstimos interbancários privados, acompanha a SELIC Over de perto e é a referência mais usada para render CDBs, LCIs e fundos de renda fixa. A TR, hoje com valores baixos, segue relevante por definir a correção da poupança e de alguns contratos de financiamento.
IPCA, IPCA-15 e INPC medem a variação de preços ao consumidor, mas com públicos e metodologias ligeiramente diferentes. O IPCA é o índice oficial usado pelo Banco Central para perseguir a meta de inflação e reajustar contratos formais; o IPCA-15 é uma prévia do IPCA, coletada em período parcialmente antecipado, útil para antecipar tendências; e o INPC foca especificamente em famílias de renda mais baixa, sendo referência para reajuste de salário mínimo e benefícios previdenciários.
IGP-M e INCC são calculados pela FGV a partir de metodologias de mercado, não de pesquisa direta ao consumidor como o IPCA. O IGP-M é amplamente usado para reajustar contratos de aluguel e tarifas de energia, sendo historicamente mais volátil por incorporar preços no atacado e no câmbio. Já o INCC acompanha especificamente o custo de insumos e mão de obra da construção civil, servindo de referência para reajuste de contratos de imóveis na planta.
A SELIC Meta é a taxa alvo definida pelo COPOM a cada ~45 dias (atualmente 14,25% a.a.). A SELIC Over é a taxa efetiva praticada nas operações overnight do mercado, geralmente 0,10pp abaixo da meta, anualizada com base em 252 dias úteis.
A SELIC Over é a taxa overnight do sistema SELIC (títulos públicos). O CDI acompanha de perto a SELIC Over e é a referência para investimentos em renda fixa privada (ex: CDB a 100% do CDI).
O IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado mensalmente pelo IBGE. É a referência usada pelo Banco Central para definir a meta de inflação e balizar as decisões do COPOM.
O IGP-M é calculado pela FGV e muito usado para reajuste de aluguéis e contratos. Reflete variações no atacado, construção civil e consumo — mais volátil que o IPCA.